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BRONQUIOLITE VIRAL AGUDA (BVA): Doença causada por diferentes tipos de vírus pode ser prevenida

 

O que é Bronquiolite?

A BVA é uma doença causada por diversos vírus, que causam infecção das vias aéreas inferiores (pulmões). É uma das principais causas de doença respiratória pediátrica e a principal causa de internação em crianças pequenas (lactentes).

O pico de incidência ocorre nos meses de outono/inverno, sendo o agente causal mais comum o vírus respiratório sincicial (VRS). Além deste, muitos outros vírus podem causar BVA, como adenovírus, para influenza, influenza, rinovírus, metapneumovírus, entre outros. O diagnóstico pode ser feito por meio de coleta de secreção nasofaríngea.

 

Quais os principais sintomas?

Usualmente, o quadro inicia-se com sintomas de vias aéreas superiores, como coriza, tosse, obstrução nasal e febre. Com a evolução da doença, em 1 a 3 dias surgem sinais de comprometimento das vias aéreas inferiores, caracterizado por aumento da frequência respiratória, do esforço para respirar e da tosse. Bebês muito pequenos (em torno de 1 a 2 meses de idade), podem apresentar apnéia (parada respiratória) e cianose devido à baixa oxigenação sanguínea).

A evolução da doença e a gravidade do quadro variam de paciente para paciente, sendo considerados paciente de risco para doença mais grave os prematuros, os com doença pulmonar ou cardíaca de base , aqueles com problemas neuromusculares, os com imunodificiências, os desnutridos ou com outras patologias associadas.

 

Qual o tratamento?

Sendo uma doença viral, não há tratamento medicamentoso para a BVA. Fundamentais são as medidas de suporte, como aspiração das vias aéreas, oxigênio, fisioterapia respiratória e antitérmicos.

É essencial a avaliação da criança pelo seu Pediatra, que poderá orientar as medidas necessárias e, em alguns casos, determinar a internação hospitalar.

 

Como realizar a prevenção?

A prevenção tem papel fundamental na incidência da doença. Os vírus transmitem-se através de secreções, como a coriza e a saliva, por meio do contato direto destas com a criança ou de materiais contaminados.

Não há vacinas disponíveis para os principais vírus associados à BVA.

Para casos específicos de pacientes prematuros, está indicada a imunização passiva por meio de anticorpo monoclonal humanizado com ação específica na prevenção da infecção pelo VRS.

Portanto, o mais importante é que as famílias e a comunidade em geral conscientizem-se da necessidade de lavagem de mãos antes de lidar com qualquer criança, incluindo em sua rotina o uso de álcool gel. Também ressalta-se a importância de se evitar a exposição dos lactentes a ambientes com grande circulação de pessoas (como Shopping Centers, supermercados, festas) , bem como de se orientar todos os familiares, inclusive irmãos, a evitar o contato próximo com pacientes suscetíveis, especialmente recém nascidos e lactentes pequenos, em caso de apresentarem qualquer sinal ou sintoma de infecção de vias aéreas.

Fonte: Dra. Angela Wink – Pediatra CRM 22743